Exposição “Partículas de Nós” abre na próxima segunda, 25/04

Os traço pintados à mão, seja com lápis de cor ou aquarela, revelam a riqueza de detalhes das criações de KViviane.
20 ABR 2016

Mais uma exposição do programa Câmara Cultural traz a arte itapemense para dentro do Poder Legislativo municipal. A iniciativa – criada pelo presidente da Câmara, vereador Xavier Legarrea (PMDB) – chamou a atenção da professora da artes da rede municipal de ensino, Ketleen Viviane Fallgatter.

Ela é a autora da exposição “Partículas de Nós”, que abre a temporada cultural do mês de abril na Câmara de Itapema. As telas de KViviane – como ela assina em suas obras – vão estar em exposição a partir da próxima segunda-feira, dia 25 de abril. As criações coloridas da artista plástica enfeitam o hall do Poder Legislativo até o dia 05 de maio. “Os trabalhos pretendem encher os olhos e os corações daqueles que se colocarem a observá-los. Cada uma das produções expostas levam consigo instantes de paz e encontro interior”, conta a artista de Itapema.

Os trabalhos pretendem encher os olhos e os corações daqueles que se colocarem a observá-los. Cada uma das produções expostas levam consigo instantes de paz e encontro interior”, conta a artista de KViviane.

Os traço pintados à mão, seja com lápis de cor ou aquarela, revelam a riqueza de detalhes das criações de KViviane. Segundo ela, a exposição “Partículas de Nós” traz ao público uma maneira particular de observar e entender o ser humano, em toda sua complexidade. “Desenho e pinto porque é um processo que trata das dores da alma, porque posso falar do universo interior de cada um, das angústias, das alegrias, da saudade, das sensações e emoções que vivemos dia a dia”, explica.

KViviane acredita que a arte é capaz de despertar emoções, provocar pensamentos e reações. “Precisamos de contrastes na vida e a exposição fala sobre isso, quando uso o preto e uma cor vibrante. Acredito que as cores fazem bem, movimentam a energia vital. Com minha arte posso fazer as pessoas pensarem sobre a poesia contida na vida e que, por vezes, nem percebemos”, revela a artista.

A professora e artista quer justamente que essa provocação fique registrada numa tela em branco que acompanha a exposição. “Quem ver a obras vai poder observar a exposição e desenhar nessa tela uma forma ou linha, algo que chamou sua atenção, que expresse um sentimento ou sensação, fazendo com o que o visitante interaja com a mostra e participe da criação de uma obra coletiva”, instiga KViviane, reforçando o convite para visitação à exposição.

Conheça a artista KViviane

“Cresci em uma família onde a prática do artesanato era constante e sempre fui incentivada a frequentar aulas de piano, violão, pintura, balé, e tudo o mais que estivesse disponível e acessível naquela época. Sempre gostei muito das aulas de Educação Artística – que eram completamente diferente das aulas de arte atuais… Mas foram suficientes para que eu dedicasse algumas horas à prática do desenho.

Desenhava retratos dos familiares e vizinhos –  sempre com os pés dentro de bacias ou atrás de pedras porque eu não conseguia desenhá-los!  Quando cursei o magistério descobri que havia curso superior em Educação Artística e não é difícil imaginar o que aconteceu, né? Fui para Curitiba estudar Educação Artística e trabalho como professora de arte até hoje! Sempre desenhando, pintando e exercitando o potencial criativo, meu e dos alunos.

Em 1991, ainda na faculdade, após estudar um pouco sobre Pablo Picasso, pintei um quadrinho com formas que eu viria a estudar muitos anos mais tarde, e se transformaram nas formas que utilizo na atualidade em muitos dos meus trabalhos como desenhos e/ou pinturas.

Faço desenhos porque gosto, porque liberta minha mente, preenche minha vida, porque as cores fazem bem, movimentam as energias da vida. Desenho e pinto porque é um processo que trata da fome e das dores da alma, porque posso falar do universo interior de cada um, das angústias, do sofrimento, das alegrias, das vitórias, do amor, da saudade, dos sonhos, das sensações e emoções que vivemos no dia-a-dia, das virtudes e da poesia contida na vida e que por vezes nem percebemos…

Precisamos dos contrastes na vida e meu trabalho fala sobre isso quando uso o preto e a cor “colorida”, quando trabalho com o vazio e o preenchido, com o agressivo e o suave, com o óbvio e o que faz pensar…  Com as raízes da vida e na vida, com o que prende e o que liberta; com o que nos diferencia e que ao mesmo tempo nos torna iguais sem sermos idênticos; com o respeito às diferenças e crenças. Com a certeza de que as diferenças são motivo para a união porque o diferente agrega, faz crescer pela multiplicidade de visões que podemos ter do mundo”.

Por: Ketleen Viviane Fallgatter