Projeto aprovado incentiva reciclagem e reaproveitamento do coco verde consumido na praia
Produtos derivados do coco vão para indústrias da construção civil, automobilística, têxtil, de utilidades domésticas e decoração
15 SET 2026
Projeto da Prefeitura do Rio de Janeiro, para coleta de cocos verdes na orla da praiaA preservação ambiental foi tema de um Projeto de Lei (PL) discutido em plenário durante a 28ª Sessão Ordinária, realizada na última terça-feira (08/09). O PL nº 398/2025, do vereador Yagan Dadam (PL), busca criar o Programa Municipal de Reciclagem do Coco Verde, com ações voltadas à coleta, reciclagem e reaproveitamento do material.
Em vez de simplesmente virarem lixo após o consumo, o Projeto busca dar um destino diferente para as cascas de coco que costumam se acumular nas lixeiras, transformando-o em matéria prima para a confecção de outros produtos.
Para colocar a ideia em prática, a iniciativa sugere a criação de pontos específicos para o descarte de cocos verdes na orla, principalmente durante o período de veraneio. Também estão entre as ações propostas campanhas de conscientização e o incentivo à participação de cooperativas, associações e pequenas empresas na coleta e reciclagem.
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Sustentabilidade que gera preservação e renda
O coco reciclado pode ir muito além da casca descartada. O Projeto propõe incentivar o uso da fibra em áreas como construção civil, indústria automobilística, têxtil, de utilidades domésticas e decoração. A proposta também relaciona o reaproveitamento do material à geração de emprego e renda.
Segundo o autor do PL, o descarte irregular do coco verde representa um grave problema ambiental e de saúde pública pois, quando acumulado em vias públicas, terrenos baldios ou áreas de descarte inadequadas, o material retém líquidos, favorecendo a proliferação de insetos e microrganismos transmissores de doenças. Além disso, sua decomposição lenta gera mau cheiro, contamina o solo e aumenta o volume de resíduos em aterros sanitários, reduzindo sua vida útil.
A proposta foi aprovada durante a 28ª Sessão Ordinária e segue agora para a Prefeitura. Se aprovada pelo Executivo, a iniciativa se torna Lei Municipal.